sexta-feira, junho 02, 2017

World Press Photo 2017 - RJ

Ver a exposição do World Press Photo é sempre uma expêriencia forte: do terror as lágrimas é impossível sair indiferente de una exposição dessas.

Seguem algumas imagens (ainda que prejudicadas pela iluminação local) da exposição na Caixa Cultural do centro/RJ:








domingo, abril 16, 2017

Rio por ai (1) Nivea & Jorge Benjor





9.4.2017; 17h - Show gratuito na praia de Ipanena, RJ: tributo/homenagem (em vida, que isso se torne un hábito!) a Jorge Benjor, com o grupo Skank e cantora Céu.

Além da distribuição de brindes da Nivea, um bom Show.
Skank tem um repertório bem balançado e Jorge Benjor é um clássico do show pra dançar (como o saudoso Tim Maia, lembrado na música W/Brasil).

Que venham outros shows, incorporados ao calendário de eventos da cidade; e em outros bairros tambem (alô Parque Madureira).


segunda-feira, abril 03, 2017

Escrita criativa, texto criativo



Essa entrevista na Rádio CBN me fez retomar este blog, pois além de falar sobre criatividade, fala sobre a arte de escrever com a escritora e blogueira Cris Lisbôa no Facebook ou no Tumblr, da Go Writers no Facebook ou na internet.

O vídeo completo da entrevista no Facebook, (uma transmissão ao vivo de 29/03/2017) do programa Café Expresso, com os entrevistadores Julia Arraes e Leopoldo Rosa está aqui.


Dentre os diversos assuntos abordados, havia os memes da internet, redes sociais sobre a operação "carne fraca" que apurava casos de corrupção de fiscais do governo sobre frigoríficos (e acabou viralizando como comercialização de carne estragada ou processada com papelao). Uma conclusão foi a de que essas noticias falsas nos fazem procurar e pesquisar a origem dos fatos e descobrir o que é lenda ou fato.

A entrevistada trabalhava como editora de revistas e como seu talento para escrita era excepcional, sua chefe criou um curso sobre texto criativo para ela ministrar. A primeira turma, com 12 pessoas, tinha de publicitarios a escritores, e as aulas seguiam um formato fora dos padrões - sem regras ou manuais p.ex. A entrevistada chega a dizer que usa um "desmanual" em suas aulas.

Um dos motivos é que o processo criativo é individual. As coisas que te motivam a escrever podem não fazer sentido para outra pessoa.

Um exemplo é o curso da entrevistada, "como escrever cartas de amor", que parte do universo subjetivo do/a autor/a para produzir esse tipo de texto.

Ao escrever devemos atentar para a "voz do texto" (ou do autor), qual parte de sua personalidade está escrevendo aquele texto.

Outra coisa importante é se focar na escrita, sem distrações. Parar de escrever para pesquisar o significado de uma palavra na Internet faz com que voce perca o fio da meada criativa. Ao voltar da pesquisa não é mais aquela pessoa que estava ali escrevendo, por isso é importante terminar de escrever para depois corrigir (a ortografia, gramatica e sintaxe) ou pesquisar palavras.
A observação do local onde se está escrevendo, "estar de fato"  no local de escrita é importante   no processo de concentração da escrita.

O escritor é como um atleta; no caso de pessoas que tem de produzir quantidades de textos diários, p.ex., a arte de escrever tem de ser exercitada todos os dias, para que isso auxilie na produção dos textos.
Apesar de estarmos na "era digital", escrever com lápis e papel é uma tecnología útil para vencer bloqueios criativos.

Apesar de existirem técnicas pessoais ou genéricas para produção de textos, isso não ajuda para produção criativa de textos. Explorar o próprio mundo interior é fundamental para produção de textos diferenciados.

Enfim, foi uma entrevista muito interessante sobre comunicação, arte da escrita e processos criativos.



quinta-feira, junho 23, 2016

Vistas de Niterói RJ

Depois de longo recesso, volto a postar por aqui!

Pra (re)começar, posto essas imagens de Niterói, tiradas da Praia de Icaraí,..



...durante a gravação de minha participação do programa da Ana Maria Braga, Mais Você, quadro Jogo de panelas (16 e 20.06.2016), na TV Globo, onde apareço fazendo caricatura dos participantes. (sim, sou ilustrador, desenhista, caricaturista).
Link para o vídeo do programa, aqui.

quarta-feira, agosto 20, 2014

Cuidado com o politicamente correto

Wallace Vianna é webdesigner


Fonte da imagem: blog Náufrago da utopia 

Outro dia o jogador Neymar brincando com seu filho, pediu para ele "mostrar ao repórter como se beija a namorada". O infante fez a sua maneira o que ele sequer sabe direito como é, dada a pouca idade. Mas foi o suficiente para que os guardiões da moral e bons costumes usassem todos os argumentos possíveis para endemoniar o adulto perverso que "roubava da criança inocente seu último sopro de ingenuidade, com um discurso machista e autoritário".

Temos de dar um tempo nesse tal de "politicamente correto". Em nome dele brincadeiras de criança viraram bullying, falta de tempo para criar os filhos colocam pais e filhos frente a um psicólogo, fazer piada de qualquer minoria ou grupo social vira preconceito punível por lei. 
Se as pessoas não começarem a ver que o politicamente correto tem por finalidade melhorar o convívio social, o tiro vai sair pela culatra, pois nossa sociedade vai se tornar tão rígida quanto a norte-americana, onde há uma rigidez muito grande em relação às coisas e as pessoas, sem levar em conta o fato de que somos pessoas de carne e osso e não robôs insensíveis e programados. Ou vocês acham que o fato de nos EUA serial killers/assassinos em série promoverem massacres de pessoas conhecidas em escolas e outros ambientes sociais é mera coincidência?

Vamos ver as coisas como elas são, primeiro.

Nós latino-americanos temos por tradição sermos mais cordiais, afetuosos e fraternos com o próximo (conhecido ou não). Talvez isso explique porque aceitamos com tanta naturalidade o famoso "guardar lugar na fila", "quebrar o galho" ao parar a condução fora do ponto entre outras situações cotidianas, sem prejuízo coletivo maior, além de algum tempo ou conforto. Agora, não poder colocar limites aos filhos com uma palmada sob a pena de responder na frente de um juiz de menores abre precedentes para criarmos uma geração de Suzane Richthofen ou casal nardoni.

Talvez a melhor maneira de saber o que é aceitável ou não em nossa cultura seja exercitar o bom-senso. A palmada ainda é vista na nossa sociedade como um recurso pedagógico aceitável? Então está correto utilizar-se dela desde que não se torne uma agressão, coisa inaceitável em nossa sociedade.

Ao meu ver, o politicamente correto como se apresenta hoje está se tornando mais uma forma da mídia vender notícia, pedagogos que nunca tiveram filhos ganharem dinheiro com consultoria familiar, psicólogos e advogados arranjarem novos clientes do que uma fórmula mágica da boa saudável convivência.

Como sempre digo e repito, as dificuldades fazem parte da vida e nos tornam pessoas melhores. Querer evitá-las em nome de uma suposta "nova civilidade" me parece algo tão improvável quanto duvidoso.



quinta-feira, maio 01, 2014

Googlices (2)

Jogos não disponíveis na loja de aplicativos para ceulares




sábado, abril 05, 2014

Reflexões 2014:1

Boas notícias


Precisamos de inspiração para construir e não decepções para destruir.
Uma postagem no FaceBook me motivou a divulgar aqui sites e blogs de boas notícias, que inspiram a achar soluções, em vez de chorar pela falta delas:
As boas novas.com
Somente boas notícias
A boa notícia do dia
Existem outros, mas o fato de haver pessoas se preocupando com notícias (informações) que gerem um mundo melhor já é um fato signficativo.

domingo, março 31, 2013

Googlices


Tradução livre: "Igreja Presbiteriana Claude: Aqui existem algumas questões que não são respondidas pelo Google"
...
"Humor feio"
Terra dos trolls - blog com humor bizarro. Tem o Mundo dos trolls no Facebook também...

sábado, maio 05, 2012

A terra vista de cima

Exposição imperdível na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, até meados de abril de 2012: "A terra vista de cima", sobre desenvolvimento e sustentabilidade. São dezenas de painéis fotográficos legendados, imensos, expostos ao ar livre (dentro do princípio sustentável de economia de energia elétrica) sobre ecologia, desenvolvimento e estatísticas sobre estes, num panorama impressionante. O vídeo exibido num estande chega a ser tão ou mais impressionate sobre a exposição de fotos, pois além de traçar um panorama sobre como o ser humano está esgotando o planeta, aponta soluções.
Link da Veja sobre o evento.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Bondinhos de Santa Teresa em 2014


Os bondinhos de Santa Teresa voltarão em 2014! Vide links como este ou este outro.
Depois das tragédias anunciadas que mataram um turista nos arcos e cerca de 6 pessoas (ferindo 50) numa ladeira, a prefeitura fará mudanças nos bondes.
Conforme ví no noticiário da TV Globo erão portas nas laterais, o número de lugares sentado e o intervalo de tempo entre os trens serão menores, entre outros quesitos.
Se os arcos tivessem grades que de fato segurassem pessoas que eventualmente caem; se a manutenção fosse feita periodicamente; se o trajeto dos bondes tivesse fiscais como qualquer meio de transporte (ônibus por exemplo); se o serviço fosse terceirizado a uma empresa particular que cuidasse de tudo isso, ninguém precisava mexer nos bondes, senhores prefeito e governador...


Imagens: portais JB e R7

Não estou dando uma de Ricardo Gama e criticando nossos governantes, mas fazer a coisa certa custa o mesmo do que fazer a coisa errada. Se o correto fosse feito a tempo, acredito que o governo gastaria menos da metade da grana investida, com resultados desejados e preservando as características originais do bonde.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Mais carnaval 2012

Tenho de registrar flagrantes deste carnaval: a Banda de Ipanema...




















... minha ex-vizinha Vânia...

 















... e mestre Ney, coreógrafo da Portela.


segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Impressões de um carnaval (ou manual do desfilante)


Desfilei na Portela, no sambódromo do Rio de Janeiro, neste carnaval de 2012, uma experiência boa.

A cidade do samba – próxima da Estação de trem Central do Brasil e do sambódromo, de tabela - é relativamente bem organizada, com praça de alimentação, “esculturas permanentes”, galpões para cada escola preparar suas fantasias e carros alegóricos. As escolas de samba são uma indústria, uma vez que a produção do desfile é produzida em série.
Fico imaginando que falta pouco para se criar uma “Riolândia” ou “Carnavalândia”: bastava os carros serem planejados para, ao final do desfile, serem retirados de suas bases – caminhões – e expostos ao público, já que há espaço no interior para tráfego e visitantes. O local dessa “Carnavalândia” teria de ser pensado já que demandaria uma área grande, apesar de ser renovado a cada ano...

Percebí que quem curte desfilar realmente tem o samba no sangue, mas nem todo mundo é assim. Como já ouvi comentários de pessoas que participaram e não curtiram a experiência como deveriam, faço uma pequena lista de cuidados pra quem pretende desfilar, sem traumas:

Seja esperto(a). É melhor ser convidado do que “se convidar”. Já começa que convidado não paga a fantasia, p.ex :^D .

Fique atento(a). Se pedir para entrar, veja nos ensaios se a cobrança ou o desgaste está dentro de seu perfil. Desfilar com gente mais jovem subentende que o ritmo do desfile será para pessoas com mais disposição que você.

Se cuide. Desfilar é como escalar montanha ou correr maratona: demanda preparo físico. Vá a todos os ensaios que puder, não só para decorar os passos e letra do samba-enredo como para condicionar o corpo.

Reconhece suas limitações? Acha que não tem voz suficiente? Sem problema: as caixas de som vão abafar sua voz de qualquer maneira, pode fazer de conta que é a Madonna e fazer mímica durante o show que ninguém vai perceber :^D ...

É bom de garfo? Há chance de rolar feijoada na quadra da escola antes do desfile :^D .

Ajoelhou tem de rezar. Desfile é uma apresentação com regras e obrigações como qualquer trabalho sério, mesmo não sendo remunerado. Então vai ter gente te cobrando ritmo, empolgação e posicionamento como qualquer chefe. Então, se quer pular carnaval sem compromisso, escolha um bloco para sair...

Seguro morreu de velho: recebeu a fantasia, vista no local de recebimento para não ter surpresas depois. Em casa, faça os ajustes que a escola não se programou ou não teve tempo de fazer (amarras na fantasia junto ao corpo, p.ex.).

Atrasar não adianta (já dizia o relojoeiro). Vá de preferência já fantasiado. Se a fantasia for muito incômoda ou se não quiser ser vitrine fora do desfile, se vista no local colocando roupa normal por baixo - que não apareça no desfile, claro.

Saco vazio não pára em pé, já diz o ditado. Não esqueça de ir bem alimentado e hidratado. Ou leve alguma grana em local seguro pra comprar bebida no local. Ah, tem água fornecida antes do desfile, se você ficar ligado(a), e depois do desfile.



No mais, parabéns a todos que fazem dessa festa uma muvuca organizada...

quarta-feira, agosto 17, 2011

Reflexões 2011:5

Reclamar é fazer a roda do progresso caminhar. O "meu" banco parava de atender as pessoas quando o painel eletrônico que anunciava as senhas de atendimento dos clientes queimava. Parava pois reclamei e se tocaram do absurdo da situação, e agora se o painel não funciona, atendem como antigamente, quando não havia esse painel.
Outro absurdo que ainda impera é o do mesmo painel que chama "por ordem de prioridade"; se 100 pessoas com deficiência, grávidas, idosos ou semelhantes "com atendimento prioritário" entrarem no estabelecimento você terá 100 pessoas na sua frente, sem chance de saber quando será atendido. Isso nos correios, bancos, hospitais... Alguém tem de fazer algo a respeito.
Já reparou que esses "painéis de senha eletrônicos" (o do BB por exemplo é assim) muitas vezes exibem os últimos 3 atendimentos. Se os caixas vizinhos forem lerdos, o painel exibe informa que um mesmo caixa atendeu 3 pessoas, dando a ilusão que foi ao mesmo tempo, pois não informa a hora/minuto de atendimento.
Por essas e outras é que as pessoas entram em estabelecimentos movimentados e pegam duas ou mais senhas, repassando aos que chegam depois, como forma de driblar essa injustiça tecnológica.
Outra engenharia social é se passar por pessoa de atendimento prioritário (grávida, deficiente físico) para ter melhor atendimento.
Tudo isso se resolveria se houvesse um atendimento (e painel eletrônico) exclusivo para atendimento prioritário, e uma lista visível com a relação de pessoas a serem atendidas. Se eu ver 50 pessoas na minha frente no mínimo vou sair para comer algo e retorno até ser atendido...
...
Habilidade política é tão necessária quanto habilidade interpessoal. Saber lidar com o público no atacado (habilidade política) é tão importante quanto saber lidar no varejo (comunicação pessoal). Conhecimento técnico é apenas 50% das habilidades de um profissional, seja de que área for...
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Não sou muito fã da telefonia OI, mas reconheço que o atendimento pessoal deles é dos melhores. Os funcionários parecem que passaram por treinamento de técnicas de interpretação teatral e psicologia, tal é o "tato" com que somos atendidos em suas lojas, um exemplo a ser seguido. Tão importante quanto ter o problema resolvido é ser bem recebido durante o processo.
...

quinta-feira, maio 05, 2011

Reflexões 2011:4


Outro dia assistí "Hancock", um blockbuster que passou no cinema há tempos, que não ví pois achei que seria um filme a la "jumper", filme para sessão da tarde, só com efeitos especiais.
Ledo engano. Além da atuação g-e-n-i-a-l de Will Smith (tão genial quanto Tom Hanks em Forest Gump ou Jim Carrey no Máscara) o filme no início tem enquadramento de "camera sempre em movimento", como se fosse um documentário, que casa com o enredo: um "super-anti-heroi" negro, bronco e meio devagar com as idéias. Um Superman às avessas.
O roteiro da comédia passa para o drama numa reviravolta sensacional, você ri, se emociona e se deslumbra com os efeitos em 3D, enfim, até quem não curte blockbuster vai gostar do filme.

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O povo reclama que no governo Dilma Rousseff os governantes aumentaram seus proprios salários em mais de 50%, mas não atentam para a lógica da situação: apenas trocou-se a prática de dar propina aos governantes para aprovar leis e outras ações públicas por um salário maior, logo, de cara.
O famoso trocar seis por meia dúzia.

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Informática tem por tradição lidar essencialmente com tecnologia. Isso explica porque, numa instituição de ensino que conheço, quando alguém dá uma sugestão para resolver um problema envolvendo pessoas (algo como: daqui por diante vamos distribuir os alunos por salas diferentes) o argumento seja sempre "não vamos fazer porque isso implica em mudar os sistemas" (leia-se computadores ou  programas de lugar).

Esse pensamento tecnicista perpetua os problemas com pessoas pois, a área de informática tende a negligenciar o "peopleware" em favor do soft/hardware ("a tecnologia é rainha"); pior ainda: esse pensamento imbute a idéia que um problema "só é problema" se ocorrer pelo menos umas dez vezes (!).
Os cursos de idiomas, por sua vez, por lidarem com pessoas (e não tecnologia) - e conhecimento associado às pessoas - faz um teste de nivelamento antes de admitir um(a) novo (a) aluno(a); oferece mais de uma mídia para que os alunos estudem, etc. Isso é foco nas pessoas (razão de ser de todo serviço/produto) e não na tecnologia (infra-estrutura) ou processos.

Como seria bom se os cursos de informática tivessem a frente coordenadores de idiomas...

...

A abordagem com o problema imbute sua solução. A pergunta muitas vezes contém sua resposta.

Estou fazendo trabalho em grupo e, neste caso não há a figura do líder/coordenador/chefe (minto, até existe, mas ele não participa do processo decisõrio do trabalho, e sim dos resultados).

Por conta disso não há como retirar ou substituir do grupo os que pouco ou nada participam por estarem desmotivados/desinteressados. Ou seja, o trabalho está fadado ao fracasso, mas "abandonbar o barco antes que afunde" é uma atitude ruim, pois integrantes grupo irão se reencontrar mais adiante, em outros trabalhos.

Tomei a decisão de ir em frente, em nome de manter a boa relação interpessoal entre pessoas que convivem e no fundo se gostam, mesmo sabendo que o resultado não será dos melhores. Ou seja, para que tudo dê errado da melhor maneira (!), vou carregar o piano sozinho sem reclamar (bem, já fiz isso em outras ocasiões)...

segunda-feira, maio 02, 2011

Nota 10 e nota zero

Resolví fazer como o jornalista e blogueiro Ricardo Gama, meu vizinho neste condomínio de blogs, que faz jornalismo de denúncias, ou melhor dizendo, jornalismo de ouvidoria popular, um verdadeiro fiscal do povo e eleger o melhor e o pior do setor público.

Nota 10 para o novo site da prefeitura do RJ; visual novo, limpo, com informações fáceis de se encontrar.


Nota zero para a página de ouvidoria, que obriga ao internauta a entrar em contato via telefone para poder fazer determinadas reclamações. Pior ainda: para falar sobre um mesmo assunto (retornar a falta de providências sobre uma reclamação anterior) você tem de ter o número do protocolo de sua reclamação.
Entendí: o prefeito quer automatizar o sistema de comunicação, reduzindo o pessoal envolvido, e centralizando so canais de contato. Só que isso significa ignorar que, no caso do contato telefônico o cidadão pode (a)  morar em locais distantes ou pouco nobres da cidade, com poucos orelhões funcionando (b) ter acesso a telefone apenas para receber ligações. Melhor seria disponibilizar mais de um canal de contato, para que a população possa valer seus direitos de cidadãos. Por que a prefeitura não cria um Twitter, comunidade no facebook, endereço para contato via carta, sistema de torpedos grátis...



Bola fora para o prefeito...

Nota 10 para o software Google Chrome, que além de se veloz, e ter buscas integradas ao Google, possui interface ampla que foi adotada pela maioria dos navegadores do mercado. Ele ainda reinicia downloads interrompidos (pausados) pelo usuário.



Nota Zero na interface do painel de downloads do Chrome, onde, sobre o botão de acesso, aparece o menu de opções fazendo você clcar em"cancelar" o download, inavertidamente.


segunda-feira, abril 18, 2011

Shakespeare no século XXI



Neste domingo foi apresentado o fechamento da X mostra do Teatro EcoaPassando a mão em Shakespeare”. Essa última apresentação poderia se chamar “Shakespeare no segundo milênio” pois fez uso de referências da cultura brasileira atual (citações de músicas, que se encaixam na temática de algumas obras de Shakespeare) e tecnologia (som de celulares dos espectadores, em cena!).

O enredo é original pois restrata personagens de textos inacabados de Shakespeare, que ficam sem ter como prosseguir dentro de um texto sem conclusão, daí o caráter fragmentado e auto-recursivo da peça. "Sem desmerecer quem faz isso bem, mas fazer colagens de textos Shakespearinianos seria muito óbvio, daí o conceito da peça", como afirma Gabriel Barros, um dos atores.

A apresentação foi interessante, pois, mesmo quem não conhece a obra de Shakespeare (como eu) pôde entender que o texto é uma colagem de trechos da obra do autor, despertando o interesse de se conhecer a obra. A estrutura de repetição reforça a importância dos trechos escolhidos, e o tratamento “técnico” de fazer do texto ora drama, ora comédia, e do ambiente ora surreal, ora real (personagens ora andando em círculo, ora dialogando coerentemente) foram outras boas escolhas dramáticas.

Enfim, espero rever a peça em um espaço maior, já que a montagem merece esse tipo de tratamento.



sábado, abril 16, 2011

Reflexões 2011:3


Meu grande amigo Marco Muller certa vez escreveu que meus escritos (fanzines que fazia numa época anterior aos blogs) eram "uma surpresa, sempre observativa, atualizada e obstinada, me fazendo pensar e repensar fatos circulares da época".

Não sei se minha percepção do mundo hoje é tão afiada, mas não conseguí ficar inerte quando ví essa manchete online do MSN:

Enterro virou entretenimento?

Missa de falecimento é entretenimento?
 










As aulas que faço hoje com o Mestre Gabriel, da ONG Ecoa, para mim são iluminadoras, nesta mesma perspectiva. Gabriel comentou que o artista (profissional?) tem de ter certo distanciamento dos fatos para poder produzir algo de criativo.

Por exemplo, todos os dias dezenas de pessoas morrem no interior do país, sem que isso seja manchete. Quando houve o temporal na região serrana - que tem um dos maiores IDH/indices de desenvolvimento humano do país - toda a mídia fez disso manchete, comovendo a opinião pública.
Sem querer dizer que os desabrigados não merecem atenção, acho que os pobres e carentes do interior também merecem nossas lágrimas. Como a tragédia em áreas nobres do país interessa mais aos donos da mídia do que a tragédia em regiões pobres, certas tragédias são cobertas em detrimento de outras.

Fazendo coro com o ponto de vista de mestre Gabriel, o crime na escola de Realengo/RJ é outro exemplo de como a mídia trata a tragédia como pão e circo: o brasileiro, povo passional e de cultura paternalista, quando há um crime precisa de culpados. Como o culpado se matou, a mídia mais autoridades localizaram quem vendeu as armas. Cadeia para os "responsáveis" pela tragédia. Tem mais alguém? Depredaram a casa da família do criminoso (outros "culpados"). Por fim, a mídia está discutindo a liberação de porte de armas (algo já discutido em plesbicito,anos atrás).
Agora, será que nenhum professor percebeu o comportamento "estranho" e "atípico" do criminoso, na escola? A família idem, em casa? O sistema educacional não precisaria ser revisto (vou além, a educação familiar, que está um lixo, tal qual os programas da TV aberta)?
O raciocínio é: "não está me incomodando, deixa prá lá". Raciocínio igual ao quando vemos menores vendendo limões nos sinais, quando deveriam estar na escola ou em casa, brincando, no aconchego da famíla. Pensamento igual ao quando vemos uma favela se formar próximo de nossas residências, sem fazer nada.

O resultado, em todos os casos é o mesmo: um dia o que ignoramos se volta contra nós. Somos todos meio culpados pelas tragédias que nos cercam, de certa forma, mas pior do que reconhecer isso é não fazer nada, e escolher ser levado pela opinião da mídia.
...

Uma conta que não fecha para mim é o custo do progresso. Inventam-se formas de produzir mais barato, criam-se novos produtos semelhantes e similares aos tradicionais e os preços curiosamente não despencam. Vamos pegar um serviço, o acesso de internet. Primeiro havia a conexão discada; inventaram o acesso de banda larga, aumentaram a velocidade e hoje se navega na internet a 1MB por um custo de conexão discada (metade dessa velocidade), anos atrás.


Claro, há que lembrar que o ser humano trabalha com a idéia de "percepção de valor" - o que determina o valor das coisas é a visão que se tem delas, e não necessariamente o custo de produção, por mais que isso tenha limites práticos ou elásticos: veja esse vídeo sobre como as coisas são feitas para entender melhor.

...

No curso que faço assistí a uma apresentação que se baseou na música Haiti de Caetano Veloso e Gilberto Gil. A letra é uma das maiores obras-primas da música, e não é à toa e a Wikipedia afirma que a importância da dupla é comparável a de Lennon e McCartney (vide artigo sobre Caetano):

"Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui"


 Letra completa aqui.

domingo, abril 10, 2011

Beatlemania

Não sou Beatlemaníaco, mas lendo na Wikipedia sobre os Beatles, me chamou a atenção o comentário de um fato que hoje é notório, os Beatles não tinham mais uma boa relação desde o Álbum Branco, curiosamente um dos melhores da carreira da maior banda musical de todos os tempos: (vide o texto da Wikipedia em "Discordância e atritos do disco").

O fim dessa relação foi comentado musical e publicamente pelos integrantes (me perdoem os links a seguir, tirados da tradução automática e "não contextual" do Google).

Paul McCartney fez a canção "Get Back/Volte", ainda com os Beatles expressando seu descontentamento com a presença de Yoko Ono na banda;  depois escreveu "Too many people/Muitas pessoas" para John, em disco solo, criticando-o por ser o pivô da separação da banda (indiretamente culpando Yoko pelo fim do bom relacionamento do grupo).

John respondeu ácidamente na carreira solo com "How do you sleep/Como consegue dormir", dizendo o que pensava de Paul "Um rosto bonito pode durar um ano ou dois" (aliás, ele já fizera isso antes com "Glass union/Cebola de vidro", onde ele diz em "I am the Walrus/Sou o lobo marinho", uma canção dos Beatles: "aqui está uma dica para vocês todos/O lobo marinho era Paul").

Paul respondeu de forma bem-humorada com a famosa "Silly love songs/Tolas canções de amor"; fez ainda "Tomorrow/Amanhã" para acabar com a discussão (respondendo ao argumento de John de que "a única coisa que você fez de fato foi Yesterday" - com alusão de que todas as outras canções do grupo foram trabalho coletivo, com exceção desta). A própria letra ao ter como refrão "Don't let me down tomorrow/Não me decepcione amanhã" faz ironia com uma cançao de John, na época dos Beatles,"Don't let me down/Não me decepcione". Segundo consta, a dupla Lennon/McCartney não compunha mas assinava em dupla, assim como Roberto e Erasmo, anos depois do sucesso.

George também deu sua versão dos fatos, ao dialogar com Ringo em "All Those Years Ago/Todos aqueles anos passados" e "When We Was Fab/Quando éramos fabulosos".

Enfim, fim de relação não é algo para se comemorar, mas acredito que muita coisa poderia ter sido evitada à época se alguém sugerisse a tempo: os Beatles poderiam gravar músicas individualmente e editar em forma de álbuns, com o nome do grupo (The Beatles). De certa forma eles já faziam isso desde o Álbum Branco (como cita o mesmo texto da Wikipedia, "McCartney, multi-instrumentista, tocou bateria em "Back in the U.S.S.R." e "Dear Prudence").

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Reflexões 2011:2


Essa semana fui fazer um orçamento para serviço na área de mídia impressa (no Rio de Janeiro, uma via crúcis) e me deparei com situações infelizmente corriqueiras: a pessoa que atende envia orçamento por email com o destinatário errado e não verifica se a mensagem retornou; a outra atendente não anota os dados de contato corretamente; falo com o dono e este não dá o retorno no prazo esperado, pois o serviço é pequeno,em comparação com outros mai$ interessantes. O terceiro se recusa a fazer um orçamento pois já teve problemas anteriores com orçamentos mal administrados.

Em mídia digital já passei por situações semelhantes: sugiro uma melhoria no site que acesso com frequência e o webmaster simplesmente diz que não fará nada pois não concorda com minha opinião (na verdade ele não conseguiu perceber que, se eu me dei ao trabalho de fazer a observação é porque considero o site dele acima da média e que desejo que continue assim).

Noutra situação contactei um terceirizado que trabalha de dia em empresa e a noite faz bicos, mas não comunica isso aos clientes (embora se anuncie no mercado como freelance). Quando me retornou o orçamento deu preços astronômicos, pois não precisa do bico para viver (pelo menos ele pensa assim, até o da em que ficar desempregado - isola!-).

Por essas e outras que percebo que, a razão de ser de nossos problemas ou está no sistema à nossa volta ou está em nós mesmos. Em ambos os casos, parafraseando Nietzsche, as convicções que carregamos são um entrave maior que os problemas, em sí.
Se os atores citados começassem a olhar para sí mesmos ou para as pessoas a sua volta de outra maneira (o famoso "ligue para símesmo e deixe um recado para ver se ele é repassado") o mercado (ao menos no RJ) seria outro...

...

Quando eu era garoto, os meios de entretenimento (quadrinhos, cinema, TV) costumavam exibir a figura do "herói" ou do "políticamente correto" como protagonista das histórias. O "anti-herói" era um "contraponto" à figura do herói, algo típico da cultura alternativa. Era reconfortante ver valores positivos sendo exibidos na maior parte do tempo, e ver valores "alternativos" apeas para quebrar a monotonia.
Hoje, a figura do "politicamente incorreto" está na ordem do dia, seja em seriados como "Todo mundo odeia o Chris" ou no Big Brother. Se alguém briga com alguém, ou faz algo condenável a vista de todos, se for divetido ou engraçado, a audiência aumenta.

Não sei onde as coisas vão parar com o "politicamente incorreto"...

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Como disse Steve Krug no seu livro "Não me faça pensar", "usuários gostam de convenções". Nada pior do que estar navegando na web e perceber que a nova versão de seu navegador web (a) não exibe (ou não tem mais) barra de status, indicando a progressão do carregameto da página (b) o botão de cancelar carregamento/recarregar página ou está ora ao lado direito ora ao esquerdo da barra de endereços (c) a opção de recarregar imagem (não toda a página) inexiste ou foi removida.
Enfim, design, assim como informática, não é uma ciência exata. Se testes de uso fossem feitos em vários navegadores, os projetistas de interface chegariam a conclusão de que é melhor mexer o DESENHO da interface mantendo as posições "mais utilizadas" do que reinventar a roda apenas para se diferenciar da concorrência ou ganhar prêmios de seus colegas da área de design.

...

domingo, fevereiro 06, 2011

Teacher in theater


Pois é pessoal, estou fazendo curso de teatro.  Já que muitas empresas contratam aulas de teatro para funcionários que lidam com o público (recepcionistas, telemarketing, vendedores) eu,que lido com o público como docente resolví estudar teatro também. Além de ser um curso extremamente divertido, é uma boa opção para quem vive de estudar/ler textos técnicos. Recomendo...

Abaixo, um flagrante das aulas: professor Gabriel (ao centro, sentado fazendo chamada), eu com nariz de palhaço, Raquel (a colega-revelação no papel de Antígona) sentada no chão, minha inseparável colega de palco Tatiane bailando no ar (no topo à esquerda) e os demais colegas ao redor...