terça-feira, maio 22, 2018

Memórias de um influenciador digital

Imagem: Freepik

Gostei muito quando inventaram o termo "digital influencer"/"influenciador digital".
Esse tipo de profissional apenas transporta para o meio digital algo que antes já existia e tinha o nome de comunicador ou publicitário. A questão que antes da internet esse profissional ou era "assessor de imprensa" ou atuava/existia dentro de empresas para fazer valer seu talento. Agora esse mesmo profissional pode prescindir de uma empresa ao redor para existir.

Lembro que quando era criança era muito bom de escrever cartas para jornais revistas e programas de TV. E minhas cartas ou eram lidas ou comentadas através do conteúdo da programação.
Depois, no colégio, brincava de mudar o ambiente de aula, pra quebrar a monotonia ou colocar ordem quando achava que era necessário (quando eu queria assistir a aula).

Deve ser por isso que eu assistia todos os programas de TV sobre publicidade e propaganda, pois gostava tanto do design como da comunicação embutida nas campanhas de publicidade.

Mas a coisa era intuitiva, não via essa habilidade de influenciador digital como profissão.

Prestei vestibular pra publicidade e design, cursei design pois era de grátis (universidade pública).
Depois de um bom tempo trabalhando com design e ensino, me vi sem emprego fixo e tive um guru que me ensinou a aplicar minhas habilidades em propaganda - ou divulgação digital. Foi o salto que precisava para não depender de terceiros para sobreviver no mercado de trabalho.

Como o tempo o robõs das redes sociais e buscadores de internet começaram a sinalizar que eu estava no caminho certo: Foi aí que descobri como exercitar o meu talento de influenciador digital.

Apesar de parecer contraditório, todos nós somos influenciadores em nosso meio.
Não estou falando do Efeito Borboleta, que diz que o bater de asas duma borboleta nos EUA podem dar origem a uma Tsunami no Japão, mas essa metáfora ilustra bem como as pessoas podem influenciar a comunidade a sua volta com pequenas ações, pontuais e regulares.
Todos nós somos parte de uma rede social, todos nós influenciamos os nossos pares, apenas não temos consciência disso na exata medida. Os políticos brasileiros são um exemplo clássico ótimo dessa"cegueira branca social(*)", pois não percebem o dano que causam na sociedade ao desviar dinheiro publico.

Enfim, apesar de muita gente achar que o termo "influenciador digital" é algo da moda, vale lembrar que pessoas inspiradoras ou influenciadoras, na humanidade, sempre existiram, muito antes de Cristo.

...
(*) Notas:
Aline Valek
Conjur 

segunda-feira, março 12, 2018

Dicas para ajudar a escrever textos acadêmicos

Lendo sobre os problemas de se escrever um trabalho acadêmico (TCC/ Trabalho de Conclusão de Curso; dissertação ou tese) achei alguns links que apontam algumas soluções, que compartilho aqui.


Processo de escrita, uma coleção de links sobre esse tema (textos, vídeos, etc) que vão da auto-ajuda, passando por reflexões filosóficas até dicas técnicas.  

Doze dicas pra terminar TCC, reflexões pra marinheiros de primeira viagem.   



Foto: Via carreira





sexta-feira, junho 02, 2017

World Press Photo 2017 - RJ

Ver a exposição do World Press Photo é sempre uma expêriencia forte: do terror as lágrimas é impossível sair indiferente de una exposição dessas.

Seguem algumas imagens (ainda que prejudicadas pela iluminação local) da exposição na Caixa Cultural do centro/RJ:








domingo, abril 16, 2017

Rio por ai (1) Nivea & Jorge Benjor





9.4.2017; 17h - Show gratuito na praia de Ipanena, RJ: tributo/homenagem (em vida, que isso se torne un hábito!) a Jorge Benjor, com o grupo Skank e cantora Céu.

Além da distribuição de brindes da Nivea, um bom Show.
Skank tem um repertório bem balançado e Jorge Benjor é um clássico do show pra dançar (como o saudoso Tim Maia, lembrado na música W/Brasil).

Que venham outros shows, incorporados ao calendário de eventos da cidade; e em outros bairros tambem (alô Parque Madureira).


segunda-feira, abril 03, 2017

Escrita criativa, texto criativo



Essa entrevista na Rádio CBN me fez retomar este blog, pois além de falar sobre criatividade, fala sobre a arte de escrever com a escritora e blogueira Cris Lisbôa no Facebook ou no Tumblr, da Go Writers no Facebook ou na internet.

O vídeo completo da entrevista no Facebook, (uma transmissão ao vivo de 29/03/2017) do programa Café Expresso, com os entrevistadores Julia Arraes e Leopoldo Rosa está aqui.


Dentre os diversos assuntos abordados, havia os memes da internet, redes sociais sobre a operação "carne fraca" que apurava casos de corrupção de fiscais do governo sobre frigoríficos (e acabou viralizando como comercialização de carne estragada ou processada com papelao). Uma conclusão foi a de que essas noticias falsas nos fazem procurar e pesquisar a origem dos fatos e descobrir o que é lenda ou fato.

A entrevistada trabalhava como editora de revistas e como seu talento para escrita era excepcional, sua chefe criou um curso sobre texto criativo para ela ministrar. A primeira turma, com 12 pessoas, tinha de publicitarios a escritores, e as aulas seguiam um formato fora dos padrões - sem regras ou manuais p.ex. A entrevistada chega a dizer que usa um "desmanual" em suas aulas.

Um dos motivos é que o processo criativo é individual. As coisas que te motivam a escrever podem não fazer sentido para outra pessoa.

Um exemplo é o curso da entrevistada, "como escrever cartas de amor", que parte do universo subjetivo do/a autor/a para produzir esse tipo de texto.

Ao escrever devemos atentar para a "voz do texto" (ou do autor), qual parte de sua personalidade está escrevendo aquele texto.

Outra coisa importante é se focar na escrita, sem distrações. Parar de escrever para pesquisar o significado de uma palavra na Internet faz com que voce perca o fio da meada criativa. Ao voltar da pesquisa não é mais aquela pessoa que estava ali escrevendo, por isso é importante terminar de escrever para depois corrigir (a ortografia, gramatica e sintaxe) ou pesquisar palavras.
A observação do local onde se está escrevendo, "estar de fato"  no local de escrita é importante   no processo de concentração da escrita.

O escritor é como um atleta; no caso de pessoas que tem de produzir quantidades de textos diários, p.ex., a arte de escrever tem de ser exercitada todos os dias, para que isso auxilie na produção dos textos.
Apesar de estarmos na "era digital", escrever com lápis e papel é uma tecnología útil para vencer bloqueios criativos.

Apesar de existirem técnicas pessoais ou genéricas para produção de textos, isso não ajuda para produção criativa de textos. Explorar o próprio mundo interior é fundamental para produção de textos diferenciados.

Enfim, foi uma entrevista muito interessante sobre comunicação, arte da escrita e processos criativos.



quinta-feira, junho 23, 2016

Vistas de Niterói RJ

Depois de longo recesso, volto a postar por aqui!

Pra (re)começar, posto essas imagens de Niterói, tiradas da Praia de Icaraí,..



...durante a gravação de minha participação do programa da Ana Maria Braga, Mais Você, quadro Jogo de panelas (16 e 20.06.2016), na TV Globo, onde apareço fazendo caricatura dos participantes. (sim, sou ilustrador, desenhista, caricaturista).
Link para o vídeo do programa, aqui.

quarta-feira, agosto 20, 2014

Cuidado com o politicamente correto

Wallace Vianna é webdesigner


Fonte da imagem: blog Náufrago da utopia 

Outro dia o jogador Neymar brincando com seu filho, pediu para ele "mostrar ao repórter como se beija a namorada". O infante fez a sua maneira o que ele sequer sabe direito como é, dada a pouca idade. Mas foi o suficiente para que os guardiões da moral e bons costumes usassem todos os argumentos possíveis para endemoniar o adulto perverso que "roubava da criança inocente seu último sopro de ingenuidade, com um discurso machista e autoritário".

Temos de dar um tempo nesse tal de "politicamente correto". Em nome dele brincadeiras de criança viraram bullying, falta de tempo para criar os filhos colocam pais e filhos frente a um psicólogo, fazer piada de qualquer minoria ou grupo social vira preconceito punível por lei. 
Se as pessoas não começarem a ver que o politicamente correto tem por finalidade melhorar o convívio social, o tiro vai sair pela culatra, pois nossa sociedade vai se tornar tão rígida quanto a norte-americana, onde há uma rigidez muito grande em relação às coisas e as pessoas, sem levar em conta o fato de que somos pessoas de carne e osso e não robôs insensíveis e programados. Ou vocês acham que o fato de nos EUA serial killers/assassinos em série promoverem massacres de pessoas conhecidas em escolas e outros ambientes sociais é mera coincidência?

Vamos ver as coisas como elas são, primeiro.

Nós latino-americanos temos por tradição sermos mais cordiais, afetuosos e fraternos com o próximo (conhecido ou não). Talvez isso explique porque aceitamos com tanta naturalidade o famoso "guardar lugar na fila", "quebrar o galho" ao parar a condução fora do ponto entre outras situações cotidianas, sem prejuízo coletivo maior, além de algum tempo ou conforto. Agora, não poder colocar limites aos filhos com uma palmada sob a pena de responder na frente de um juiz de menores abre precedentes para criarmos uma geração de Suzane Richthofen ou casal nardoni.

Talvez a melhor maneira de saber o que é aceitável ou não em nossa cultura seja exercitar o bom-senso. A palmada ainda é vista na nossa sociedade como um recurso pedagógico aceitável? Então está correto utilizar-se dela desde que não se torne uma agressão, coisa inaceitável em nossa sociedade.

Ao meu ver, o politicamente correto como se apresenta hoje está se tornando mais uma forma da mídia vender notícia, pedagogos que nunca tiveram filhos ganharem dinheiro com consultoria familiar, psicólogos e advogados arranjarem novos clientes do que uma fórmula mágica da boa saudável convivência.

Como sempre digo e repito, as dificuldades fazem parte da vida e nos tornam pessoas melhores. Querer evitá-las em nome de uma suposta "nova civilidade" me parece algo tão improvável quanto duvidoso.