terça-feira, agosto 16, 2011

Reflexões 2011:5

Reclamar é fazer a roda do progresso caminhar. O "meu" banco parava de atender as pessoas quando o painel eletrônico que anunciava as senhas de atendimento dos clientes queimava. Parava pois reclamei e se tocaram do absurdo da situação, e agora se o painel não funciona, atendem como antigamente, quando não havia esse painel.
Outro absurdo que ainda impera é o do mesmo painel que chama "por ordem de prioridade"; se 100 pessoas com deficiência, grávidas, idosos ou semelhantes "com atendimento prioritário" entrarem no estabelecimento você terá 100 pessoas na sua frente, sem chance de saber quando será atendido. Isso nos correios, bancos, hospitais... Alguém tem de fazer algo a respeito.
Já reparou que esses "painéis de senha eletrônicos" (o do BB por exemplo é assim) muitas vezes exibem os últimos 3 atendimentos. Se os caixas vizinhos forem lerdos, o painel exibe informa que um mesmo caixa atendeu 3 pessoas, dando a ilusão que foi ao mesmo tempo, pois não informa a hora/minuto de atendimento.
Por essas e outras é que as pessoas entram em estabelecimentos movimentados e pegam duas ou mais senhas, repassando aos que chegam depois, como forma de driblar essa injustiça tecnológica.
Outra engenharia social é se passar por pessoa de atendimento prioritário (grávida, deficiente físico) para ter melhor atendimento.
Tudo isso se resolveria se houvesse um atendimento (e painel eletrônico) exclusivo para atendimento prioritário, e uma lista visível com a relação de pessoas a serem atendidas. Se eu ver 50 pessoas na minha frente no mínimo vou sair para comer algo e retorno até ser atendido...
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Habilidade política é tão necessária quanto habilidade interpessoal. Saber lidar com o público no atacado (habilidade política) é tão importante quanto saber lidar no varejo (comunicação pessoal). Conhecimento técnico é apenas 50% das habilidades de um profissional, seja de que área for...
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Não sou muito fã da telefonia OI, mas reconheço que o atendimento pessoal deles é dos melhores. Os funcionários parecem que passaram por treinamento de técnicas de interpretação teatral e psicologia, tal é o "tato" com que somos atendidos em suas lojas, um exemplo a ser seguido. Tão importante quanto ter o problema resolvido é ser bem recebido durante o processo.
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quinta-feira, maio 05, 2011

Reflexões 2011:4


Outro dia assistí "Hancock", um blockbuster que passou no cinema há tempos, que não ví pois achei que seria um filme a la "jumper", filme para sessão da tarde, só com efeitos especiais.
Ledo engano. Além da atuação g-e-n-i-a-l de Will Smith (tão genial quanto Tom Hanks em Forest Gump ou Jim Carrey no Máscara) o filme no início tem enquadramento de "camera sempre em movimento", como se fosse um documentário, que casa com o enredo: um "super-anti-heroi" negro, bronco e meio devagar com as idéias. Um Superman às avessas.
O roteiro da comédia passa para o drama numa reviravolta sensacional, você ri, se emociona e se deslumbra com os efeitos em 3D, enfim, até quem não curte blockbuster vai gostar do filme.

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O povo reclama que no governo Dilma Rousseff os governantes aumentaram seus proprios salários em mais de 50%, mas não atentam para a lógica da situação: apenas trocou-se a prática de dar propina aos governantes para aprovar leis e outras ações públicas por um salário maior, logo, de cara.
O famoso trocar seis por meia dúzia.

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Informática tem por tradição lidar essencialmente com tecnologia. Isso explica porque, numa instituição de ensino que conheço, quando alguém dá uma sugestão para resolver um problema envolvendo pessoas (algo como: daqui por diante vamos distribuir os alunos por salas diferentes) o argumento seja sempre "não vamos fazer porque isso implica em mudar os sistemas" (leia-se computadores ou  programas de lugar).

Esse pensamento tecnicista perpetua os problemas com pessoas pois, a área de informática tende a negligenciar o "peopleware" em favor do soft/hardware ("a tecnologia é rainha"); pior ainda: esse pensamento imbute a idéia que um problema "só é problema" se ocorrer pelo menos umas dez vezes (!).
Os cursos de idiomas, por sua vez, por lidarem com pessoas (e não tecnologia) - e conhecimento associado às pessoas - faz um teste de nivelamento antes de admitir um(a) novo (a) aluno(a); oferece mais de uma mídia para que os alunos estudem, etc. Isso é foco nas pessoas (razão de ser de todo serviço/produto) e não na tecnologia (infra-estrutura) ou processos.

Como seria bom se os cursos de informática tivessem a frente coordenadores de idiomas...

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A abordagem com o problema imbute sua solução. A pergunta muitas vezes contém sua resposta.

Estou fazendo trabalho em grupo e, neste caso não há a figura do líder/coordenador/chefe (minto, até existe, mas ele não participa do processo decisõrio do trabalho, e sim dos resultados).

Por conta disso não há como retirar ou substituir do grupo os que pouco ou nada participam por estarem desmotivados/desinteressados. Ou seja, o trabalho está fadado ao fracasso, mas "abandonbar o barco antes que afunde" é uma atitude ruim, pois integrantes grupo irão se reencontrar mais adiante, em outros trabalhos.

Tomei a decisão de ir em frente, em nome de manter a boa relação interpessoal entre pessoas que convivem e no fundo se gostam, mesmo sabendo que o resultado não será dos melhores. Ou seja, para que tudo dê errado da melhor maneira (!), vou carregar o piano sozinho sem reclamar (bem, já fiz isso em outras ocasiões)...

segunda-feira, maio 02, 2011

Nota 10 e nota zero

Resolví fazer como o jornalista e blogueiro Ricardo Gama, meu vizinho neste condomínio de blogs, que faz jornalismo de denúncias, ou melhor dizendo, jornalismo de ouvidoria popular, um verdadeiro fiscal do povo e eleger o melhor e o pior do setor público.

Nota 10 para o novo site da prefeitura do RJ; visual novo, limpo, com informações fáceis de se encontrar.


Nota zero para a página de ouvidoria, que obriga ao internauta a entrar em contato via telefone para poder fazer determinadas reclamações. Pior ainda: para falar sobre um mesmo assunto (retornar a falta de providências sobre uma reclamação anterior) você tem de ter o número do protocolo de sua reclamação.
Entendí: o prefeito quer automatizar o sistema de comunicação, reduzindo o pessoal envolvido, e centralizando so canais de contato. Só que isso significa ignorar que, no caso do contato telefônico o cidadão pode (a)  morar em locais distantes ou pouco nobres da cidade, com poucos orelhões funcionando (b) ter acesso a telefone apenas para receber ligações. Melhor seria disponibilizar mais de um canal de contato, para que a população possa valer seus direitos de cidadãos. Por que a prefeitura não cria um Twitter, comunidade no facebook, endereço para contato via carta, sistema de torpedos grátis...



Bola fora para o prefeito...

Nota 10 para o software Google Chrome, que além de se veloz, e ter buscas integradas ao Google, possui interface ampla que foi adotada pela maioria dos navegadores do mercado. Ele ainda reinicia downloads interrompidos (pausados) pelo usuário.



Nota Zero na interface do painel de downloads do Chrome, onde, sobre o botão de acesso, aparece o menu de opções fazendo você clcar em"cancelar" o download, inavertidamente.


segunda-feira, abril 18, 2011

Shakespeare no século XXI



Neste domingo foi apresentado o fechamento da X mostra do Teatro EcoaPassando a mão em Shakespeare”. Essa última apresentação poderia se chamar “Shakespeare no segundo milênio” pois fez uso de referências da cultura brasileira atual (citações de músicas, que se encaixam na temática de algumas obras de Shakespeare) e tecnologia (som de celulares dos espectadores, em cena!).

O enredo é original pois restrata personagens de textos inacabados de Shakespeare, que ficam sem ter como prosseguir dentro de um texto sem conclusão, daí o caráter fragmentado e auto-recursivo da peça. "Sem desmerecer quem faz isso bem, mas fazer colagens de textos Shakespearinianos seria muito óbvio, daí o conceito da peça", como afirma Gabriel Barros, um dos atores.

A apresentação foi interessante, pois, mesmo quem não conhece a obra de Shakespeare (como eu) pôde entender que o texto é uma colagem de trechos da obra do autor, despertando o interesse de se conhecer a obra. A estrutura de repetição reforça a importância dos trechos escolhidos, e o tratamento “técnico” de fazer do texto ora drama, ora comédia, e do ambiente ora surreal, ora real (personagens ora andando em círculo, ora dialogando coerentemente) foram outras boas escolhas dramáticas.

Enfim, espero rever a peça em um espaço maior, já que a montagem merece esse tipo de tratamento.



sábado, abril 16, 2011

Reflexões 2011:3


Meu grande amigo Marco Muller certa vez escreveu que meus escritos (fanzines que fazia numa época anterior aos blogs) eram "uma surpresa, sempre observativa, atualizada e obstinada, me fazendo pensar e repensar fatos circulares da época".

Não sei se minha percepção do mundo hoje é tão afiada, mas não conseguí ficar inerte quando ví essa manchete online do MSN:

Enterro virou entretenimento?

Missa de falecimento é entretenimento?
 










As aulas que faço hoje com o Mestre Gabriel, da ONG Ecoa, para mim são iluminadoras, nesta mesma perspectiva. Gabriel comentou que o artista (profissional?) tem de ter certo distanciamento dos fatos para poder produzir algo de criativo.

Por exemplo, todos os dias dezenas de pessoas morrem no interior do país, sem que isso seja manchete. Quando houve o temporal na região serrana - que tem um dos maiores IDH/indices de desenvolvimento humano do país - toda a mídia fez disso manchete, comovendo a opinião pública.
Sem querer dizer que os desabrigados não merecem atenção, acho que os pobres e carentes do interior também merecem nossas lágrimas. Como a tragédia em áreas nobres do país interessa mais aos donos da mídia do que a tragédia em regiões pobres, certas tragédias são cobertas em detrimento de outras.

Fazendo coro com o ponto de vista de mestre Gabriel, o crime na escola de Realengo/RJ é outro exemplo de como a mídia trata a tragédia como pão e circo: o brasileiro, povo passional e de cultura paternalista, quando há um crime precisa de culpados. Como o culpado se matou, a mídia mais autoridades localizaram quem vendeu as armas. Cadeia para os "responsáveis" pela tragédia. Tem mais alguém? Depredaram a casa da família do criminoso (outros "culpados"). Por fim, a mídia está discutindo a liberação de porte de armas (algo já discutido em plesbicito,anos atrás).
Agora, será que nenhum professor percebeu o comportamento "estranho" e "atípico" do criminoso, na escola? A família idem, em casa? O sistema educacional não precisaria ser revisto (vou além, a educação familiar, que está um lixo, tal qual os programas da TV aberta)?
O raciocínio é: "não está me incomodando, deixa prá lá". Raciocínio igual ao quando vemos menores vendendo limões nos sinais, quando deveriam estar na escola ou em casa, brincando, no aconchego da famíla. Pensamento igual ao quando vemos uma favela se formar próximo de nossas residências, sem fazer nada.

O resultado, em todos os casos é o mesmo: um dia o que ignoramos se volta contra nós. Somos todos meio culpados pelas tragédias que nos cercam, de certa forma, mas pior do que reconhecer isso é não fazer nada, e escolher ser levado pela opinião da mídia.
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Uma conta que não fecha para mim é o custo do progresso. Inventam-se formas de produzir mais barato, criam-se novos produtos semelhantes e similares aos tradicionais e os preços curiosamente não despencam. Vamos pegar um serviço, o acesso de internet. Primeiro havia a conexão discada; inventaram o acesso de banda larga, aumentaram a velocidade e hoje se navega na internet a 1MB por um custo de conexão discada (metade dessa velocidade), anos atrás.


Claro, há que lembrar que o ser humano trabalha com a idéia de "percepção de valor" - o que determina o valor das coisas é a visão que se tem delas, e não necessariamente o custo de produção, por mais que isso tenha limites práticos ou elásticos: veja esse vídeo sobre como as coisas são feitas para entender melhor.

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No curso que faço assistí a uma apresentação que se baseou na música Haiti de Caetano Veloso e Gilberto Gil. A letra é uma das maiores obras-primas da música, e não é à toa e a Wikipedia afirma que a importância da dupla é comparável a de Lennon e McCartney (vide artigo sobre Caetano):

"Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui"


 Letra completa aqui.

domingo, abril 10, 2011

Beatlemania

Não sou Beatlemaníaco, mas lendo na Wikipedia sobre os Beatles, me chamou a atenção o comentário de um fato que hoje é notório, os Beatles não tinham mais uma boa relação desde o Álbum Branco, curiosamente um dos melhores da carreira da maior banda musical de todos os tempos: (vide o texto da Wikipedia em "Discordância e atritos do disco").

O fim dessa relação foi comentado musical e publicamente pelos integrantes (me perdoem os links a seguir, tirados da tradução automática e "não contextual" do Google).

Paul McCartney fez a canção "Get Back/Volte", ainda com os Beatles expressando seu descontentamento com a presença de Yoko Ono na banda;  depois escreveu "Too many people/Muitas pessoas" para John, em disco solo, criticando-o por ser o pivô da separação da banda (indiretamente culpando Yoko pelo fim do bom relacionamento do grupo).

John respondeu ácidamente na carreira solo com "How do you sleep/Como consegue dormir", dizendo o que pensava de Paul "Um rosto bonito pode durar um ano ou dois" (aliás, ele já fizera isso antes com "Glass union/Cebola de vidro", onde ele diz em "I am the Walrus/Sou o lobo marinho", uma canção dos Beatles: "aqui está uma dica para vocês todos/O lobo marinho era Paul").

Paul respondeu de forma bem-humorada com a famosa "Silly love songs/Tolas canções de amor"; fez ainda "Tomorrow/Amanhã" para acabar com a discussão (respondendo ao argumento de John de que "a única coisa que você fez de fato foi Yesterday" - com alusão de que todas as outras canções do grupo foram trabalho coletivo, com exceção desta). A própria letra ao ter como refrão "Don't let me down tomorrow/Não me decepcione amanhã" faz ironia com uma cançao de John, na época dos Beatles,"Don't let me down/Não me decepcione". Segundo consta, a dupla Lennon/McCartney não compunha mas assinava em dupla, assim como Roberto e Erasmo, anos depois do sucesso.

George também deu sua versão dos fatos, ao dialogar com Ringo em "All Those Years Ago/Todos aqueles anos passados" e "When We Was Fab/Quando éramos fabulosos".

Enfim, fim de relação não é algo para se comemorar, mas acredito que muita coisa poderia ter sido evitada à época se alguém sugerisse a tempo: os Beatles poderiam gravar músicas individualmente e editar em forma de álbuns, com o nome do grupo (The Beatles). De certa forma eles já faziam isso desde o Álbum Branco (como cita o mesmo texto da Wikipedia, "McCartney, multi-instrumentista, tocou bateria em "Back in the U.S.S.R." e "Dear Prudence").

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Reflexões 2011:2


Essa semana fui fazer um orçamento para serviço na área de mídia impressa (no Rio de Janeiro, uma via crúcis) e me deparei com situações infelizmente corriqueiras: a pessoa que atende envia orçamento por email com o destinatário errado e não verifica se a mensagem retornou; a outra atendente não anota os dados de contato corretamente; falo com o dono e este não dá o retorno no prazo esperado, pois o serviço é pequeno,em comparação com outros mai$ interessantes. O terceiro se recusa a fazer um orçamento pois já teve problemas anteriores com orçamentos mal administrados.

Em mídia digital já passei por situações semelhantes: sugiro uma melhoria no site que acesso com frequência e o webmaster simplesmente diz que não fará nada pois não concorda com minha opinião (na verdade ele não conseguiu perceber que, se eu me dei ao trabalho de fazer a observação é porque considero o site dele acima da média e que desejo que continue assim).

Noutra situação contactei um terceirizado que trabalha de dia em empresa e a noite faz bicos, mas não comunica isso aos clientes (embora se anuncie no mercado como freelance). Quando me retornou o orçamento deu preços astronômicos, pois não precisa do bico para viver (pelo menos ele pensa assim, até o da em que ficar desempregado - isola!-).

Por essas e outras que percebo que, a razão de ser de nossos problemas ou está no sistema à nossa volta ou está em nós mesmos. Em ambos os casos, parafraseando Nietzsche, as convicções que carregamos são um entrave maior que os problemas, em sí.
Se os atores citados começassem a olhar para sí mesmos ou para as pessoas a sua volta de outra maneira (o famoso "ligue para símesmo e deixe um recado para ver se ele é repassado") o mercado (ao menos no RJ) seria outro...

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Quando eu era garoto, os meios de entretenimento (quadrinhos, cinema, TV) costumavam exibir a figura do "herói" ou do "políticamente correto" como protagonista das histórias. O "anti-herói" era um "contraponto" à figura do herói, algo típico da cultura alternativa. Era reconfortante ver valores positivos sendo exibidos na maior parte do tempo, e ver valores "alternativos" apeas para quebrar a monotonia.
Hoje, a figura do "politicamente incorreto" está na ordem do dia, seja em seriados como "Todo mundo odeia o Chris" ou no Big Brother. Se alguém briga com alguém, ou faz algo condenável a vista de todos, se for divetido ou engraçado, a audiência aumenta.

Não sei onde as coisas vão parar com o "politicamente incorreto"...

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Como disse Steve Krug no seu livro "Não me faça pensar", "usuários gostam de convenções". Nada pior do que estar navegando na web e perceber que a nova versão de seu navegador web (a) não exibe (ou não tem mais) barra de status, indicando a progressão do carregameto da página (b) o botão de cancelar carregamento/recarregar página ou está ora ao lado direito ora ao esquerdo da barra de endereços (c) a opção de recarregar imagem (não toda a página) inexiste ou foi removida.
Enfim, design, assim como informática, não é uma ciência exata. Se testes de uso fossem feitos em vários navegadores, os projetistas de interface chegariam a conclusão de que é melhor mexer o DESENHO da interface mantendo as posições "mais utilizadas" do que reinventar a roda apenas para se diferenciar da concorrência ou ganhar prêmios de seus colegas da área de design.

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domingo, fevereiro 06, 2011

Teacher in theater


Pois é pessoal, estou fazendo curso de teatro.  Já que muitas empresas contratam aulas de teatro para funcionários que lidam com o público (recepcionistas, telemarketing, vendedores) eu,que lido com o público como docente resolví estudar teatro também. Além de ser um curso extremamente divertido, é uma boa opção para quem vive de estudar/ler textos técnicos. Recomendo...

Abaixo, um flagrante das aulas: professor Gabriel (ao centro, sentado fazendo chamada), eu com nariz de palhaço, Raquel (a colega-revelação no papel de Antígona) sentada no chão, minha inseparável colega de palco Tatiane bailando no ar (no topo à esquerda) e os demais colegas ao redor...

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Reflexões 2011:1

Redes Sociais

Faço coro com meu antigo mestre Arisio Rabin que divulgou na rede social FaceBook a opinião de Roberto Lanari (Tixo) sobre redes sociais:

Apesar de suas gentis instâncias para que eu dê as caras no facebook pra trocar uma idéia, como se diz aqui em Xerém, eu resisto. Concordo absolutamente com o Bernes-Lee, o cara que começou essa história toda, que o Kurt Vonnegut gozou no seu Cat's Cradle, dizendo – Nice, nice, very nice/So many different people/In the same device. Mas então, o Tim Bernes-Lee, inventor da www e diretor do consórcio que tenta botar ordem nessa zorra, não acha a menor graça em facebooks, itunes e que tais, iniciativas que formam quistos de informação e de controle na web, que ele pariu com a idéia de que fosse uma vasta rede igualitária, onde tudo pudesse ser linkável, todos tendo acesso a tudo. Então tô com ele e não abro, tô fora, apesar da boa companhia de gente como você e o Rodolfo Capeto, que eu poderia ter por lá.

A discussão é antiga. A WWW tem como uma das suas origens ou antecessores o projeto Xanadu, que é considerado como o "projeto colaborativo mais longo da história".

Por um lado a internet é endeusada como se fosse o eldorado da comunicação, por outro pode ser vista como algo que desvia ou separa as pessoas de seu objetivo que é viver de modo mais humano. Nem tanto ao céu nem tanto ao mar, acho que a web, como qualquer coisa, pode ser usada para o bem como para o mal. O uso (apropriação) que se faz dela determina a intenção do utilizador, não o caráter da mídia.

Já existem iniciativas para que o conteúdo da web seja considerado válido (desde o ISSN para sites como o BOCC, como inicativas não oficiais como IBSN).

Enfim, achei o pensamento digno de nota.
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Lendo a matéria sobre o Wikileaks me deparei com um velho problema: se você clicou neste link percebeu que ele não está mais disponível: notícias online são tão descartáveis quanto guardanapo de papel.  Na mídia impressa virou moda publicar uma matéria e acrescentar ao final "continua em nosso site na internet". Você acessa e descobre que é conteúdo para assinantes, ou que o conteúdo só está disponível até a publicação da nova edição do jornal/revista. Gostaria de poder guardar facilmente notícias online que me interessam até para poder compartilhar ou me referir a elas no futuro.

Outra coisa que me ocoreu é o fato das perseguições político-financeiras. O "dono" do wikileaks ou é um cara com tempo livre e sem grandes preocupações para ganhar a vida, ou é um sujeito que descobriu um nicho de mercado na área de notícias. Pode ser ainda uma pessoa preocupada com o direito de informação, já que a mídia é movida a interesses financeiros que em boa parte das vezes contrariam os interesses do cidadão comum.
Tenho um parente que é "vítima" do setor financeiro, como o dono do Wikileaks: cobrado indevidamente do banco onde possui conta, foi a luta para ser ressarcido do prejuízo (sequer pediu indenização pelos danos decorrente do dinheiro que lhe foi tirado) e agora é alvo de telefonemas e ações que visam lhe tirar o sono e sossego; como seus dados pessoais constam no processo que moveu contra o banco, este contrata ou cancela serviços em seu nome, recebe trotes que visam criar problemas em família, etc.

Deveria haver um seriço de proteção às instituições financeiras assim como há para testemunhas criminais.

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Uma vez fui levar um computador para consertar e me cobraram pelo orçamento, mesmo não fazendo o conserto. Penso que se o orçamento fosse aprovado e um sinal dado, o cliente deveria receber um relatório por escrito descrevendo o problema encontrado (sabendo do problema o cliente pode ser malandro ao ponto de perdir o orçamento e fazer o serviço com outro profissional). Se o orçamento não fosse aprovado, o cliente não pagaria pelo orçamento, mas não seria informado do problema.

Cobrar pelo orçamento sempre achei uma coisa antipática,enfim. Ou se cobra um valor simbólico pelo orçamento ou se dá uma contrapartida para que esse orçamento valha a pena ser feito ali e não em outro lugar (levam o micro na casa do cliente após o conserto? A garantia é maior do que a da concorrência? Há sistema de descontos promocionais por sempre consertar ali?). Enfim, pena que o mercado de conserto de micros não evolui como a área de telefonia, que é o melhor exemplo de evolução movida pela concorrência.
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