sábado, abril 05, 2014

Reflexões 2014:1

Boas notícias


Precisamos de inspiração para construir e não decepções para destruir.
Uma postagem no FaceBook me motivou a divulgar aqui sites e blogs de boas notícias, que inspiram a achar soluções, em vez de chorar pela falta delas:
As boas novas.com
Somente boas notícias
A boa notícia do dia
Existem outros, mas o fato de haver pessoas se preocupando com notícias (informações) que gerem um mundo melhor já é um fato signficativo.


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Porque as pessoas são assim

O texto a seguir foi compartihado no FaceBook por Edson Rufino, a partir de foto de Luciano Pires, e fala sobre o "Efeito Lúcifer". Achei tão interessante pois explica tanta coisa que resolvi reproduzir aqui.
Existe um livro chamado O EFEITO LÚCIFER que serve para explicar muito do que anda acontecendo neste Brasil.

O Derick Modena, ouvinte do Café Brasil, me envia um texto muito interessante:

"O psicólogo americano Philip Zimbardo realizou no ano 1971 um experimento curioso. Selecionou entre mais de 200 candidatos 12 jovens com um perfil psicológico saudável e com desempenho social acima de qualquer suspeita.

Seis dos jovens seriam os carcereiros e os outros seis seriam os prisioneiros. E deveriam tratar-se como tal. O experimento que deveria ser realizado em duas semanas teve que ser interrompido em seis dias, pois os jovens carcereiros já estavam submetendo os jovens prisioneiros a pequenos atos de submissão, humilhação e tortura.

Graças a essa análise, Zimbardo desenvolveu uma teoria que chamou de EFEITO LÚCIFER. Zimbardo baseou seu raciocínio no mito do anjo preferido de Deus (Lúcifer) que sucumbiu ao orgulho, tentou tomar o posto do altíssimo e por isso foi expulso do céu e condenado ao inferno.

Ele afirma que as pessoas fazem o mal justificadas por uma razão distorcida que favorece os próprios motivos em desfavor dos outros. 'Realizamos o mal em busca de exercer poder sobre os outros', afirma Zimbardo.

Ele diz que a pessoa comum vai trilhando sete passos em direção ao mal:

1 – Negligenciando a capacidade de fazer o mal, o primeiro pequeno passo. Ex: 'afinal, que mal tem?'
2 – Desumanizando os outros. Ex: 'ele bem que merecia!'
3 - Auto preservando o anonimato. Ex.: 'Todo mundo faz, qual o problema?'
4 –Tornando difusa a responsabilidade pessoal por meio de um grupo ou justificativa racional. Ex: 'várias pessoas já me disseram que não tem problema, realmente não tem problema!'
5 – Obedecendo cegamente à autoridade. Ex: 'todo mundo fez, eu fiz também!'
6 – Não criticando a conformidade com normas grupo. Ex: 'realmente não acho que tem problema!'
7 – Tolerando passivamente o mal através da inação ou indiferença. Ex: 'eu não estou nem aí para esse tipo de gente!'

Segundo ele, esse é a escalada da pessoa em direção ao mal.
Essa teoria vai completamente ao encontro da ideia da sombra. A sombra é sempre um aspecto rejeitado e julgado de nossa personalidade como algo mal, desprezível e condenável. Você agrediria uma pessoa querida? A resposta imediata seria não, mas diante de uma justificativa como abandono, traição e menosprezo, você poderia se resguardar moralmente, dizendo 'fiz isso porque fulano mereceu!'
Aí está aberta a primeira concessão para o chamado mal.
Ninguém escapa do Efeito Lúcifer. O que você pensa que poderia fazer de mal em nome de um bom motivo?"

Bem, quem assistiu o filme A ONDA (está no NetFlix - e Videologs na internet, adendo meu - ) sabe do que se trata a teoria de Zimbardo.

Agora dê uma olhada no cenário cleptopolítico brasileiro e tente encontrar a aplicação prática dos sete pontos acima descritos. Mas faça mais. Veja se você não está seguindo os sete passos...
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Boas notícias, por quê não?

Encontrei no Tumblr o blog A boa notícia do dia, assim como encontrei o Somente boas noticias, do WordPress.

Como diria o ex-presidente Lula (não sou fã dele, mas admiro suas boas realizações e muitas frases felizes dele) as boas coisas que acontecem também merecem espaço na mídia. Até para que nos inspirem a fazer um mundo melhor.
Estou frequentemente acrescentando no meu YouTube links nessa linha, como o Casaco de Johannes, ou Corrente do bem.

Enfim, pensar coisas boas traz bons pensamentos.
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Democracia e Bolsonaro

Não sou fã do deputado Jair Bolsonaro (RJ), mas tenho de dar um crédito a ele, e não às suas opiniões:
Jair representa a democracia, pois tem espaço para dar suas opiniões, livremente; 
seus pontos de vista defendem, grosso modo, que assim como as minorias, as maiorias também tem seus direitos;
Jair tem opiniões difícieis de se aplaudir, mas quando diz que a maioridade penal deve ser a partir dos 16 anos (pois o menor infrator que pratica crimes nas áreas nobres das grandes cidades não pratica os mesmos crimes em comunidades pobres, pois seria morto; e nós que defendemos os direitos humanos desse menores acabamos sendo vítimas deles) no mínimo nos induz a uma reflexão, democrática.

Enfim, Jair, ainda que por caminhos tortuosos representa uma parcela da população, mas espero que esta parcela da população contribua com soluções para nossos problemas sociais, e não apenas preconceitos.


Um comentário:

denise rangel disse...

Há algum tempo que só procuro boas notícias. As más nos encontram. É realmente para pensar nos passos. Tendemos a junovascar a tirania, o olho por olho. Ações que visam difundir boas novas e boas atitudes precisam ser encorajadas.
Abraço, garoto